Um ensaio sobre você
Não me é estranho o fato de você não se importar.
Como tudo no mundo, isso funciona como uma balança, e eu me importo demais.
Talvez seja o modo que você me diz olá.
Depois disso toda a coragem parece estupidez, toda tentativa insensatez.
Digo sempre as mesmas coisas, tantas e tantas vezes que acabo não conseguindo lembrar ao certo o que disse ou quando.
Escrevo e apago as mensagens uma e outra vezes como se precisasse acertar.
Isso sim! Há essa necessidade de dizer a coisa certa o tempo todo.
E você não diz nada.
Escreve algumas palavras com um sentido vago, descomrpomissadas.
E então vai embora.
Talvez seja o modo que você nunca se despede.
Você entra e sai como uma gota de veneno condenada a vagar pelo meu sangue,
visitando o coração quando ele parece curado
Me vejo procurando um motivo como procuro as palavras certas,
Novamente sou eu quem diz olá,
Tudo a partir daí parece não se encaixar
Eu sempre procuro você.
Talvez seja o modo que você me diz olá.
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Hoje é outro dia.