Parar – Absolutamente Nada
É importante que eu pare agora!
Vamos! vamos parar com isso…
Não vou fazer mais nada das coisas que faço pra você, mesmo querendo fazê-las.
Caso contrário, haverá esse sofrimento escondido, filho desse amor escondido.
E não quero discutir se é amor ou se é gostar, prefiro pensar que gostar é uma forma de amor.
Eu disse escondido? Quis dizer descarado, descabido.
Que só posso pensar que você sabe e finge não saber.
Preciso não fazer mais nada pra você, pra você nem sequer ter de pensar se faz ou não algo pra mim.
Se é que você pensa nisso.
Você pensa em mim, mesmo que alguma vez no meio do dia? Mesmo que sem querer?
Talvez eu prefira que seja sem querer. Que você pense assim em mim, como eu penso assim em você.
Mas não posso acreditar nisso.
Caso contrário, eu ficarei assim, ligeiramente atordoado por uma felicidade trópega
toda vez que você me deixar lhe cuprimentar mais próximo à boca…
toda vez que fizer questão de me contar algo…
toda vez que me pegar pelo braço e me arrastar centímetros daqui até aqui ao lado…
toda vez que eu disser uma coisa engraçada e você sorrir… sorrir de verdade como você faz.
A cada coisa que quer dizer tudo e absolutamente nada.