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Um ensaio sobre você

Postado em Writing... em Março 10, 2009 por yohankoh

Não me é estranho o fato de você não se importar.
Como tudo no mundo, isso funciona como uma balança, e eu me importo demais.
Talvez seja o modo que você me diz olá.

Depois disso toda a coragem parece estupidez, toda tentativa insensatez.
Digo sempre as mesmas coisas, tantas e tantas vezes que acabo não conseguindo lembrar ao certo o que disse ou quando.
Escrevo e apago as mensagens uma e outra vezes como se precisasse acertar.
Isso sim! Há essa necessidade de dizer a coisa certa o tempo todo.

E você não diz nada.
Escreve algumas palavras com um sentido vago, descomrpomissadas.
E então vai embora.
Talvez seja o modo que você nunca se despede.

Você entra e sai como uma gota de veneno condenada a vagar pelo meu sangue,
visitando o coração quando ele parece curado

Me vejo procurando um motivo como procuro as palavras certas,
Novamente sou eu quem diz olá,
Tudo a partir daí parece não se encaixar
Eu sempre procuro você.

Talvez seja o modo que você me diz olá.

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Hoje é outro dia.

writing – muitos dias…

Postado em Writing... com as tags , , em Janeiro 3, 2008 por yohankoh

Amanhã esquecerei você!
Escreverei isso todos os dias até que a tenha esquecido.
E escreverei mesmo sabendo que isso me fará lembrar de você.
Todos os dias…

Amanhã esquecerei você!
Escreverei isso todos os dias até que só reste a poesia.
E escreverei mesmo sabendo que a poesia é por você.
Todos os dias…

Amanhã esquecerei você!
Escreverei até que haja suficientes folhas para preencher as paredes que você tocou
Escrevei até que haja mais juras do que as que nunca fizemos um ao outro.
Até que esqueça todos os lugares que nunca fomos.
Todos os beijos que nunca demos.
E escreverei mesmo sabendo que os muros que nos separam jamais cairão
Todos os dias…

Amanhã esquecerei você!
Escreverei isso todos os dias por sobre suas fotos
E escreverei mesmo sabendo que isso nunca apagará a imagem que tenho de você
Todos os dias…

Amanhã esquecerei você!
Esquecerei onde mora, suas roupas, seus discos e seu telefone.
E esquecerei ainda que tenha que esquecer a mim mesmo.
Esquecerei a cor de seus cabelos e as cores que pintava as unhas.
E esquecerei ainda que tenha de esquecer as cores todas e toda beleza.
Esquecerei o modo que gostaria que me olhasse e o formato de seus olhos.
Esquecerei sua personalidade e seu nome.
Ainda que me perca…

Amanhã esquecerei você!
Amanhã, pois hoje já é tarde demais…